Conheça os 10 problemas de visão mais comuns

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), 2,2 bilhões de pessoas em todo o mundo têm problemas de visão, sendo que pelo menos 1 bilhão poderia ter sido evitado com tratamento correto. Esse número liga um alerta importante: a consulta ao oftalmologista é fundamental para identificar problemas oculares com potencial de evoluir para casos graves e cegueira.

Mas, afinal, quais são os problemas de visão mais comuns? Será que você apresenta sintomas de algum deles? Vamos descobrir neste artigo e entender como tratar problemas de visão em Uberlândia e região!

Quais são os 10 problemas de visão mais comuns?

Miopia

A miopia é um dos problemas de visão mais frequentes, e consiste na dificuldade de enxergar e focalizar objetos distantes. Apesar de ser uma doença de caráter hereditário, alguns hábitos podem desencadear a perda do grau, sendo o principal deles o uso excessivo de telas.

Principais sintomas:

  • Dificuldade para enxergar objetos distantes.
  • Visão embaçada ao olhar para longe (placas de trânsito, lousa, cinema);
  • Necessidade de “apertar os olhos” para focar;
  • Dores de cabeça causadas pelo esforço visual;
  • Fadiga ocular excessiva.

Hipermetropia

Outro problema ocular do grupo de “erros de refração” é a hipermetropia, que acontece em pessoas com o globo ocular menor que o normal e, consequentemente, maior dificuldade para focalizar objetos próximos. Considera-se que a maioria das crianças tenha hipermetropia e que a correção ocorra naturalmente com a idade, mas em alguns casos o uso de lentes corretivas ou cirurgia pode ser necessário.

  • Dificuldade para enxergar objetos próximos.
  • Visão embaçada principalmente para leitura ou uso do celular;
  • Sensação de peso nos olhos ao final do dia;
  • Ardência ou lacrimejamento;
  • Dificuldade de concentração em tarefas de perto.

Astigmatismo

No astigmatismo, a córnea ou o cristalino apresentam irregularidades, que fazem com que as imagens luminosas sejam vistas como “borrões” e ficam distorcidas. Esses pacientes têm grande dificuldade em enxergar luzes de faróis à noite, postes de iluminação e outros.

  • Visão distorcida para qualquer distância devido à curvatura irregular da córnea.
  • Visão borrada tanto para perto quanto para longe;
  • Confusão entre letras parecidas (como H, M e N ou E e F);
  • Diplopia (visão dupla em alguns casos);
  • Sensibilidade à luz (fotofobia) e dores de cabeça.

Catarata

A catarata é um dos problemas de visão que podem levar à cegueira se não receber tratamento corretamente. Trata-se de uma opacidade — parcial ou completa — do cristalino, dando ao olho do paciente uma característica esbranquiçada. O tratamento para a catarata é a cirurgia de facoemulsificação.

  • Opacificação do cristalino, a lente natural do olho.
  • Visão “nublada” ou “enevoada” (como se houvesse uma película);
  • Cores parecem desbotadas ou amareladas;
  • Aumento da sensibilidade ao brilho de faróis ou lâmpadas;
  • Mudanças frequentes no grau dos óculos.

Conjuntivite

Ainda que seja extremamente comum, a conjuntivite é um dos problemas de visão que deve ter cuidados específicos para não gerar complicações sérias. Essa inflamação da conjuntiva se expressa com olhos vermelhos, secreção excessiva e dor ao olhar para a luz e sol. 

  • Olhos muito vermelhos e irritados;
  • Coceira intensa e sensação de “areia” nos olhos;
  • Secreção clara (viral) ou purulenta (bacteriana);
  • Pálpebras que amanhecem grudadas.

Presbiopia

Na presbiopia ocorre uma perda da elasticidade do cristalino, fazendo com que a vista não se acomode adequadamente para focar nas imagens como deveria. É uma condição já prevista com o avançar da idade, também chamada “vista cansada”, mas que deve ter o acompanhamento de um oftalmologista para evitar sua progressão.

  • Dificuldade para ler textos com letras pequenas (mensagens no celular, cardápios, bulas);
  • Necessidade de afastar os objetos do rosto para conseguir focar (“síndrome do braço curto”);
  • Dores de cabeça ou fadiga ocular após realizar trabalhos que exijam visão de perto;
  • Visão borrada ao mudar o foco rapidamente de longe para perto;
  • Necessidade de mais luz para conseguir enxergar nitidamente o que está próximo.

Glaucoma

O glaucoma pode ser congênito — com diagnóstico na criança pelo teste do olhinho — ou adquirido, e consiste em um aumento da pressão intraocular, gerando danos ao nervo óptico e, consequentemente, perda da visão. Este é um dos problemas de visão que deve receber rapidamente diagnóstico e tratamento para não ocasionar cegueira.

  • Aumento da pressão intraocular que danifica o nervo óptico.
  • Perda gradual da visão periférica (visão de túnel);
  • Em casos agudos: dor intensa no olho, náuseas e halos coloridos ao redor das luzes.

Retinopatia diabética

Doença secundária causada pela hiperglicemia do diabetes descontrolado, a retinopatia diabética pode ser facilmente evitada com acompanhamento e tratamento médico. Por isso, todo paciente com diabetes deve se consultar periodicamente com o oftalmologista.

  • Danos nos vasos sanguíneos da retina devido ao excesso de açúcar no sangue.
  • Pontos ou manchas escuras flutuando na visão (moscas volantes);
  • Visão que oscila entre nítida e embaçada;
  • Perda de cores;
  • Áreas escuras no campo de visão que podem evoluir para cegueira.

Degeneração macular

A degeneração macular é uma doença que acomete a retina, mais especificamente a região de mácula, sendo onde as imagens se formam. Essa doença degenerativa é mais comum nos idosos e se expressa com a perda visual do centro da imagem.

  • Mancha escura ou vazia no centro do campo visual;
  • Linhas retas que parecem onduladas ou distorcidas;
  • Dificuldade em reconhecer rostos;
  • Necessidade de muita luz para tarefas minuciosas.

Descolamento de retina

No descolamento de retina, ocorre um desprendimento dessa estrutura localizada no interior do globo ocular, que passa então a se degenerar por não receber os nutrientes adequadamente. As causas são diversas, e incluem traumas, neoplasias e até doenças inflamatórias, sendo que o oftalmologista pode identificar precocemente e intervir para evitar complicações.

  • Flashes de luz repentinos (fotopsia), mesmo com os olhos fechados;
  • Aumento súbito de “moscas volantes” (pontos pretos ou teias que flutuam no campo de visão);
  • Sombra persistente ou uma “cortina escura” que desce ou sobe em parte do campo visual;
  • Visão subitamente embaçada ou distorcida.

Importância de um diagnóstico precoce

Muitos dos problemas de visão mais comuns podem ter diagnóstico precocemente, o que permite evitar o agravamento ou até mesmo atuar para reverter a situação. Portanto, a consulta ao oftalmologista deve ser feita sempre que você notar alterações nos olhos, como coceira frequente, irritação, vermelhidão e dor.

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