
A Degeneração Macular Relacionada à Idade (DMRI) é uma doença que afeta a região central da retina, responsável pela visão de detalhes. Atualmente, ela é uma das principais causas de perda de visão em pessoas acima dos 55 anos. Porém, o seu grande risco é que ela pode evoluir de forma silenciosa até causar grande impacto no dia a dia.
Quando a doença aparece na sua forma mais agressiva — a DMRI úmida — a perda visual pode ser rápida, e o tratamento imediato se torna ainda mais importante. Entretanto, surge a dúvida: como fazer isso?
Hoje, entre os tratamentos mais eficazes está o Eylia, medicamento que revolucionou o cuidado com a DMRI úmida e que representa uma das melhores formas de estabilizar e até recuperar parte da visão perdida. Ao longo deste artigo, você entenderá como funciona o Eylia no tratamento da DMRI, quando é indicado, como é o passo a passo da aplicação e por que é tão importante.
O que é o Eylia e como ele atua?
O Eylia é um medicamento aplicado diretamente no olho para tratar a DMRI úmida. Ele age bloqueando o VEGF, uma proteína que estimula o surgimento de vasos sanguíneos anormais na retina. Esses vasos podem vazar líquido ou sangue, causando distorção da visão, manchas escuras e perda progressiva da capacidade de enxergar detalhes.
Ao bloquear a ação dessa proteína, o Eylia reduz o inchaço da retina, controla a formação desses vasos e ajuda a estabilizar o quadro. Normalmente, o paciente também observa melhora da nitidez e do contraste, conquistando mais autonomia para ler, reconhecer rostos e realizar tarefas do cotidiano.
Quando o tratamento com Eylia é indicado?
O oftalmologista pode indicar o uso do Eylia após exames que revelam atividade da doença, como a Tomografia de Coerência Óptica (OCT) e o mapeamento da retina. Essa indicação costuma acontecer quando surgem sintomas como:
- visão embaçada;
- linhas que parecem onduladas;
- manchas escuras no centro da visão;
- dificuldade crescente em ler ou diferenciar detalhes;
- distorções visuais ao observar objetos.
Quanto mais cedo o diagnóstico e o início do tratamento, melhores os resultados.
Como funciona o passo a passo do tratamento?
O Eylia no tratamento da DMRI é feito em etapas, sempre com o acompanhamento de exames regulares. Veja como funciona:
1. Fase de carga (início do tratamento)
Essa etapa é fundamental para controlar rapidamente a atividade da doença. Isso porque o esquema mais comum inclui três aplicações mensais consecutivas, que ajudam a estabilizar a retina e reduzir a presença de líquido ou sangramento.
2. Fase de manutenção
Após as três doses iniciais, o oftalmologista costuma espaçar as aplicações. Além disso, o intervalo mais usual é de uma injeção a cada dois meses, mas isso pode ter ajustes de acordo com a resposta do paciente e com os achados da OCT.
3. Monitoramento contínuo
A presença do líquido na retina pode variar ao longo do tempo. Por isso, exames periódicos são essenciais para garantir que a doença continue sob controle. Em alguns casos, o oftalmologista pode aproximar as datas das aplicações se houver sinais de reativação.
Como é feita a aplicação do Eylia?
Entre as vantagens do Eylia, está o fato de que a sua aplicação é rápida, segura e realizada em ambiente estéril. O procedimento costuma durar cerca de 10 minutos.
Entenda melhor como funciona a sessão:
- O médico aplica colírios anestésicos para evitar desconforto.
- É feita uma limpeza com antisséptico para impedir infecções.
- O medicamento é aplicado diretamente dentro do olho com uma agulha muito fina.
A maioria dos pacientes não sente dor, apenas uma leve pressão momentânea. Após o procedimento, é normal sentir ardência leve ou sensação de areia nos olhos, que desaparece rapidamente.
Além disso, o paciente pode retornar às atividades no mesmo dia, evitando apenas coçar os olhos ou expô-los a ambientes sujos nas primeiras horas.
Benefícios do Eylia no tratamento da DMRI
O tratamento com Eylia oferece vantagens importantes:
- Controle da progressão da doença, reduzindo o risco de perda visual severa.
- Possível recuperação parcial da visão, dependendo do estágio da doença.
- Redução de inchaço, hemorragias e distorções visuais.
- Melhora significativa da qualidade de vida e da autonomia.
Ou seja, para muitos pacientes, o Eylia significa a chance de manter a independência e preservar a visão central por muitos anos.
Por que não interromper o tratamento?
A DMRI úmida é uma doença crônica e pode se reativar rapidamente. Por isso, quando o paciente interrompe o tratamento, há um risco real de piora da visão que, muitas vezes, é irreversível. Por isso, seguir as datas das aplicações e fazer os exames de acompanhamento é fundamental para manter os resultados conquistados.
Trate a DMRI com especialistas!
O Eylia no tratamento da DMRI representa um avanço significativo no cuidado da visão. Ele não cura a doença, mas controla sua evolução e protege a área central da retina, permitindo que o paciente mantenha qualidade de vida e independência.
Portanto, se você recebeu o diagnóstico de DMRI úmida, conversar com o oftalmologista da NeoOftalmo sobre o Eylia pode ser o melhor caminho para preservar sua visão a longo prazo.
Perguntas Frequentes
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