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Degeneração Macular

Tratamento da DMRI com Eylia dura para sempre? Entenda a frequência das injeções e os resultados

Ao receber o diagnóstico de Degeneração Macular Relacionada à Idade na forma úmida, a indicação de iniciar o tratamento da DMRI com Eylia costuma trazer alívio pelo alto índice de eficácia, mas também dúvidas. A principal delas, que aflige a maioria dos pacientes, é: este tratamento dura para sempre? Quantas injeções serão necessárias?

Por se tratar de uma doença retiniana que afeta diretamente a visão central, entender o funcionamento da medicação e a frequência de aplicações é fundamental para o sucesso do tratamento.

O que é o Eylia e como ele age na DMRI Úmida?

O Eylia (aflibercepte) é um medicamento da classe dos antiangiogênicos (ou anti-VEGF). Ele foi desenvolvido especificamente para combater a principal causa de perda rápida de visão na DMRI úmida: o crescimento desordenado de vasos sanguíneos anormais sob a retina.

Esses novos vasos são extremamente frágeis e tendem a vazar fluido, soro ou sangue dentro da mácula (a região central da retina), gerando inchaço e cicatrização do tecido visual.

A ação do Eylia consiste em bloquear a proteína responsável pelo estímulo e crescimento desses vasos defeituosos. Ao ser administrado por meio de uma aplicação intravítrea (diretamente na cavidade ocular), ele seca o fluido acumulado, interrompe o vazamento e reduz a inflamação, estabilizando a arquitetura da retina.

Afinal, o tratamento da DMRI com Eylia dura para sempre?

A DMRI é uma condição crônica — assim como a hipertensão arterial ou o diabetes. Por isso, até o momento, a medicina não possui uma cura definitiva que elimine a doença para sempre. Portanto, o tratamento exige monitoramento e acompanhamento contínuo ao longo da vida.

No entanto, isso não significa que o paciente precisará tomar injeções com alta frequência de forma ininterrupta. O cronograma de tratamento costuma ser dividido em duas fases:

1. Fase de Indução

No início do tratamento, o objetivo é paralisar a atividade da doença o mais rápido possível. Geralmente, são realizadas três aplicações iniciais com intervalo mensal (uma injeção a cada 30 dias). Essa etapa é importante para secar a retina e interromper o sangramento.

2. Fase de Manutenção

Após a fase inicial, a frequência das injeções passa a ser individualizada. Se a retina permanecer seca e estável, o intervalo entre as aplicações aumenta gradualmente — passando para 6, 8, 10 ou até 12 semanas. Caso a doença mostre sinais de reativação, o intervalo é reduzido temporariamente.

Com o tempo e a estabilização do quadro, muitos pacientes passam a necessitar de poucas injeções por ano, mantendo apenas a rotina de consultas de acompanhamento.

Quais são os resultados esperados com as injeções?

Os resultados da medicação começam nas primeiras semanas após a aplicação. Muitos pacientes percebem a diminuição do inchaço e a estabilização do quadro logo após as primeiras doses.

O principal objetivo do tratamento da DMRI com Eylia é estabilizar a visão e impedir que o paciente continue perdendo a capacidade visual. No entanto, quando o diagnóstico é feito precocemente e o tratamento inicia antes que haja cicatrizes permanentes na retina, uma parcela significativa dos pacientes obtém uma melhora real na nitidez da visão central.

Entre os principais ganhos com o tratamento contínuo estão:

  • Interrupção da progressão da cegueira central;
  • Redução da distorção visual (linhas tortas voltando a parecer retas);
  • Manutenção da independência para realizar tarefas diárias e de autocuidado.

A importância do monitoramento com um especialista em retina

Para definir o momento exato de aplicar uma nova dose do Eylia ou estender o intervalo entre as injeções, o especialista em retina utiliza exames de imagem de altíssima precisão. Dentre eles, está a Tomografia de Coerência Óptica (OCT), que permite enxergar os micrômetros da retina e identificar qualquer acúmulo de líquido antes mesmo que o paciente sinta piora na visão.

Em Uberlândia e região, a NeoOftalmo dispõe de centro de diagnóstico avançado e estrutura completa para a realização de injeções intravítreas com segurança. O acompanhamento rigoroso por uma equipe especializada em retina garante que o protocolo do Eylia seja ajustado sob medida para as necessidades do seu olho.

A constância é a chave para proteger sua visão

O tratamento da DMRI com Eylia não é um evento único, mas sim uma jornada de cuidado com a saúde dos seus olhos. Embora exija disciplina e acompanhamento a longo prazo, a terapia representa a tecnologia mais eficaz para manter a doença sob controle e preservar a sua qualidade de vida.

Se você ou um familiar está em tratamento para DMRI ou percebeu alterações na visão central, mantenha seus exames em dia.

Agende uma avaliação com os especialistas em retina da NeoOftalmo em Uberlândia. Cuidar da sua retina com tecnologia e acompanhamento contínuo é o melhor caminho para enxergar o futuro com clareza.

Perguntas Frequentes

A DMRI é uma condição crônica e não possui, até o momento, uma cura definitiva. Por isso, o paciente precisa manter acompanhamento contínuo ao longo da vida. Isso não significa, porém, que as injeções serão aplicadas com alta frequência permanentemente, pois os intervalos podem aumentar conforme a retina se estabiliza.
O Eylia (aflibercepte) é um antiangiogênico que bloqueia a proteína responsável pelo crescimento de vasos sanguíneos anormais sob a retina. Aplicado diretamente na cavidade ocular, ele ajuda a interromper vazamentos, reduzir o líquido e a inflamação e estabilizar a estrutura da retina.
Na fase de indução, geralmente são realizadas três aplicações iniciais, com intervalo mensal entre elas, ou seja, uma injeção a cada 30 dias. Essa etapa busca secar a retina e interromper o sangramento causado pela atividade da doença.
Após as aplicações iniciais, o intervalo é definido individualmente de acordo com a resposta da retina. Quando ela permanece seca e estável, as aplicações podem ser espaçadas para 6, 8, 10 ou até 12 semanas. Se houver reativação da doença, o intervalo pode ser reduzido temporariamente. Com a estabilização, muitos pacientes passam a precisar de poucas injeções por ano.
Os efeitos podem começar a ser percebidos nas primeiras semanas, com redução do inchaço e estabilização do quadro. O principal objetivo é impedir a progressão da perda da visão. Quando o diagnóstico e o tratamento são precoces, também pode haver melhora da nitidez da visão central. O tratamento contínuo pode reduzir a distorção visual e ajudar a preservar a independência nas atividades diárias.
NeoOftalmo Clínica Oftalmológica

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